Estrelado por Brendan Fraser, de “A Baleia” (2022), e Andrew Scott, de “Fleabag” (2016-2019), “Pressão” indica no nome o tom do filme. Na produção, o general Dwight D. Eisenhower e o capitão James Stagg (meteorologista) precisam decidir quando ocorreria o Dia D - momento decisivo na Segunda Guerra Mundial - mesmo com a indicação de péssimas condições climáticas.
Durante as 72 horas vividas no filme, a pressão, tanto psíquica, física e meteorológica é evidente e crescente: a decisão poderia arriscar perder o conflito. Sabemos o resultado, a invasão de fato ocorreu com sucesso e contribuiu para a vitória das forças aliadas em 1945. Mas, o que a ficção revela é a humanidade por trás de quem realizou os feitos. Mais do que isso, reflete sobre a impossibilidade da certeza e as probabilidades da ciência.
Também traça um paralelo com a contemporaneidade na frase de Stagg: “devemos encarar os fatos, por mais assustadores que sejam”, reforçando a importância dos dados na tomada de decisão. Stagg reforça esse papel ao ir contra o personagem de Chris Messina, Irving Krick, outro meteorologista que usa padrões climáticos para deliberar sobre o clima.
Com direção de Anthony Mara, a atuação é um primor e a fotografia, belíssima. É um filme que relata os bastidores de uma história “já batida”, mas que se propõe a outro olhar. No final, sempre há outra perspectiva a ser contada.
O que foi o Dia D?
O ‘Dia D’ foi o nome dado ao desembarque das forças aliadas nas praias da Normandia, na França, que estava ocupada pela Alemanha nazista. Chamada Operação Overlord, foi chamada de “maior operação anfíbia”, por ocorrer por solo e ar: milhares de soldados desembarcaram nas praias enquanto aviões e navios atacavam posições alemãs. Ocorreu oficialmente em 6 de junho de 1944.
Texto: Victória Armando.

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